Entre a tradição humanista e o neopragmatismo: Richard Rorty e a virada literária da filosofia

Eduardo Cesar Maia Ferreira Filho
DOI: http://dx.doi.org/10.5281/zenodo.998094

Publicado:  2017-09-30.

Resumen

Este ensaio defende que o pensamento pós-analítico e pós-filosófico de Richard Rorty pode assumir uma função – de caráter profilático – muito interessante no âmbito dos estudos literários acadêmicos e na crítica literária em geral: suas reflexões críticas funcionam como uma advertência contra certas pretensões cientificistas da filosofia e, por consequência, das teorias literárias em geral. Os variados usos e objetivos da linguagemhumana em atos interpretativos – como na crítica literária – extrapolam a noção moderna de verdade como correspondência; o objetivo da crítica não é, pois, "a verdade", mas simplesmente continuar e enriquecer a grande e interminável conversação que é a cultura humana. A crítica só pode dizer “verdades” se entendermos essa palavra numa acepção humanístico-pragmática e não, como faz a filosofia racionalista tradicional, entendendo a verdade como certeza e como correspondência. Para o neopragmatista, devemos abandonar de uma vez por todas a busca por uma teoria geral da representação ou por uma teoria geral da linguagem; da mesma forma, transladando essa concepção ao âmbito literário, também deveríamos desobrigar-nos das sucessivas tentativas de criar uma teoria geral exclusivista da interpretação e da crítica literárias, ou da busca de uma metodologia monista e definitiva: a crítica é uma atividade plural e que atende a diversas demandas e objetivos

Palabras clave

contingência, neopragmatismo, literatura, Rorty, Bloom

Texto completo: PDF (Português (Brasil)) PDF


Copyright (c) 2017 Eduardo Cesar Maia Ferreira Filho

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-SinObraDerivada 4.0 Internacional.