A sociedade de segurança segundo Michel Foucault: Os limites da efetividade do direito no paradigma da governamentalidade

Lorena Martoni de Freitas
DOI: http://dx.doi.org/10.5281/zenodo.3592946

Enviado:   2019-12-26.   Aceptado:  2019-12-26.  Publicado:  2019-12-26.

Resumen

A razão política moderna é visivelmente baseada em um princípio de segurança, e comumente é pensada no paradigma contratual do Estado de Direito. No entanto, entre 1977/1978, especialmente no curso “Segurança, território, população”, Michel Foucault questiona essa linha de raciocínio e propõe investigar essa relação entre política e segurança no quadro de uma “arte de governar”, como algo que se desenvolve fora de seus supostos limites legais fundamentais. Como resultado, o filósofo nos apresenta um diagnóstico do que compreende como “sociedades de segurança”, bastante original e complementar à tese da “sociedade de vigilância”, exposta em 1975 em “Vigiar e Punir”. Assim, este trabalho teórico visa esclarecer a análise proposta pelo filósofo francês, pois a identifica como um instrumento importante para melhor compreender a dinâmica político-jurídica das sociedades contemporâneas.

 

Palabras clave

Direito; Filosofia política; Sociedade de segurança; Michel Foucault; Governamentalidade

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